Como superar o bloqueio criativo?

Algumas dicas acumuladas ao longo dos anos para dar uma rasteira nesse monstro de uma vez por todas!

Recentemente, durante a palestra do compositor Shota Nakama no evento Game Audio Meeting, um colega compositor perguntou o que deveria fazer para superar bloqueios criativos. Ele respondeu, em tom de brincadeira, algo como “simplesmente faça música, e o bloqueio vai sumir”.

Acho que esse fenômeno é algo bem comum em quem trabalha com a criatividade, seja na música ou em outras áreas. E acho bacana desmistificá-lo.

Quando estamos fazendo música para nós mesmos, podemos nos dar ao luxo de ter um bloqueio. Queremos passar uma mensagem, veicular uma ideia, dar vazão a sentimentos que, muitas vezes, nós mesmos não entendemos – faz sentido a sensação de não saber como começar ou continuar aquela peça. Já cheguei a deixar ideias “de molho” por anos por causa disso.

Porém, quando estamos criando música como um trabalho – provavelmente compondo trilhas para cinema, TV, games ou o que for -, esse luxo não existe. Não podemos atrasar o prazo porque a musa da inspiração não nos visitou.

Em qualquer dos casos, queria oferecer algumas dicas que fui acumulando ao longo dos anos a respeito dessa praga que às vezes nos incomoda tanto:

  1. Criando música com o aplicativo Samplr
    Criando música no tablet

    Comece por algum lugar. É bem o que o sr. Nakama falou: a gente precisa fazer música para a música existir. Se ficarmos olhando para o instrumento esperando que uma ideia surja do nada, provavelmente vamos esperar muito tempo…

  2. Use suas ferramentas técnicas. Às vezes é uma sequência bem comum de acordes que pode inspirar o surgimento de uma boa melodia; às vezes, um bom começo de melodia que você pode desdobrar em pergunta-e-resposta (falo sobre isso neste e-book); e às vezes é uma letra mal rascunhada, sem rima nem nada, que você depois pode lapidar em algo mais bonito. Essa primeira ideia nem precisa ficar na música até a versão final – mas ela é importantíssima pra colocar sua máquina criativa para funcionar.
  3. Repita. As músicas que mais ficam na nossa cabeça são aquelas que usam recursos de repetição, seja ela literal ou retrabalhada (um dos assuntos mais bacanas do curso Teoria Musical para Compositores, explicado brevemente também aqui). A verdade é que a maior parte das músicas que a gente ouve e ama é construída a partir de duas ou três ideias básicas. Aproveite: é mais gratificante e menos cansativo tanto para o compositor quanto para o ouvinte!
  4. Abuse das referências. Aceite: ninguém cria nada 100% original. Nossas músicas sempre partem de algo que já ouvimos, em maior ou menor grau, você percebendo ou não. Então, quando não souber por qual caminho seguir, procure artistas que já fizeram algo parecido com o que você tem em mente e veja quais ideias você pode aproveitar na estrutura da sua! Só não me vá plagiar os outros, né?
  5. Experimente outras abordagens. Compõe sempre ao violão? Tente partir de uma ideia direto no PC. É pianista de formação? Brinque um pouco com uma flauta ou algum aplicativo musical de celular. Trabalhar com ferramentas que a gente não conhece bem pode ajudar a trazer ideias diferentes!
  6. Não acredite em bloqueio criativo. Trabalhando com trilha sonora a gente é meio que obrigado a não acreditar nisso, senão não temos salário! Mas independente disso, se você alimenta o Monstro do Bloqueio, ele puxa seu pé de noite e devora sua confiança no café da manhã. Coloque as dicas acima em prática e, em pouco tempo, ele vai estar tão pequeno que você vai poder esmaga-lo com um pisão 😉

Espero que essas dicas tenham te inspirado! Aproveite e vá lá compor!

Sugestões? Dúvidas? Anseios? Deixe nos comentários!

MIDI não é som!

De programas de produção musical até sistemas de iluminação, entenda o que é MIDI e por quê ele é uma ferramenta extremamente útil para todo profissional da música

“Ah, essa música tem mó sonzinho MIDI”…

Você já disse isso? Eu já, me referindo ao som que saía das caixas do meu computador quando ouvia músicas de jogos antigos (principalmente do Super Nintendo e do Playstation 1) ou quando abria o Guitar Pro, fosse pra tentar tirar alguma música ou pra compor as minhas primeiras.

Mas o fato é que MIDI não é som. E nem por isso deixa de ser uma das coisas mais importantes que você, como compositor(a), deve conhecer muito bem. Continue Lendo “MIDI não é som!”

Criando a música do game RoboTotem, parte 2

Conceitos da teoria musical aplicados diretamente na criação da música para o jogo mobile (segunda parte)

Hoje continuamos o vídeo da semana passada, explorando os recursos composicionais que usei para criar o tema de RoboTotem, novo jogo da Nownew Games.

Se você perdeu o primeiro vídeo, comece por ele!

O jogo já está disponível gratuitamente para Android e a música pode ser ouvida direto no YouTube.

Quer criar músicas para games, mas não sabe por onde começar? Meu amigo e também compositor Thiago Adamo tem um artigo bem simples e direto explicando como começar. Recomendo a leitura!

Dúvidas? Sugestões de assuntos para o canal? Deixe nos comentários!

Criando a música do game RoboTotem, parte 1

Conceitos da teoria musical aplicados diretamente na criação da música para o jogo mobile

Nos próximos dias sai RoboTotem, o novo jogo da Nownew Games! Neste vídeo (parte 1 de 2), veja o raciocínio por trás da criação da música do jogo, incluindo conceitos como música modal, timbres e plugins, uso de dominantes em modo menor e substituição de acordes menores por maiores.

[EDIT] O jogo já está disponível gratuitamente para Android e a música pode ser ouvida direto no YouTube.

Dúvidas? Sugestões de temas para o canal? Deixe nos comentários abaixo!

Teoria Musical para Compositores: tudo sobre o curso e por que isso é importante

Saiba por que você deveria se importar com teoria musical e entenda como vai funcionar o curso

Como você já deve saber, semana que vem, dia 16/01, começam as inscrições para o primeiro curso da Academia de Composição, Teoria Musical para Compositores.

Dia 12, quinta, vamos ter um Hangout coletivo às 20h para falar sobre ele e sobre música em geral! Você pode pegar o link aqui no site, no Facebook ou no Twitter na hora do evento – ou já se inscrever na newsletter pra receber direto no seu e-mail (e de quebra receber meu e-book gratuito de teoria pra ir começando a estudar).

E por que teoria é importante? Por que começar com esse assunto?

Depois de muitos anos dando aulas de música em diversos assuntos e vertentes, percebi que muita gente deixou a teoria de lado – inclusive profissionais estabelecidos no ramo da composição musical.

Enquanto muitos podem achar que isso torna suas composições mais “autênticas” (e talvez em alguns poucos casos isso seja verdade), a teoria nos ajuda muito a entender o que já foi feito e estudado. Afinal, a teoria vem para explicar o que já existe. E, sabendo isso a fundo, conseguimos tanto concretizar mais rápido aquela ideia que está na nossa cabeça quanto criar obras mais originais!

É com esse espírito que o curso chega. Espero que ele seja útil pra muitos de vocês 🙂

Confira todos os detalhes sobre o curso

Não se esqueça de participar do Hangout na quinta, dia 12 às 20h! Vai ser legal!

Mindset (ou como definir objetivos concretos para a sua carreira)

Nesse vídeo um tanto fora do padrão, conto um pouco sobre a minha trajetória pra falar sobre carreira, objetivos e padrões mentais.

Nesse vídeo um tanto fora do padrão, conto um pouco sobre a minha trajetória pra falar sobre carreira, objetivos e padrões mentais. Continue Lendo “Mindset (ou como definir objetivos concretos para a sua carreira)”