5 formas de se inspirar para compor

Que músico ou musicista nunca se perguntou “Por onde eu começo a compor uma música?”

A verdade é que não existe uma única resposta. Vários podem ser os pontos de partida, e a maioria dos compositores usa mais de um – conscientemente ou não. Vamos ver, então, alguns pontos de partida possíveis:

1. Improvisando em um instrumento

Nem todo compositor é também um instrumentista, mas para aqueles que são, um ponto de partida muito comum é improvisar em um instrumento.

Muitas ideias que se tornam músicas completas partem de um exercício técnico. “Dust in the Wind”, do Kansas, é um ótimo exemplo: partiu de um estudo de dedilhado e se tornou uma das canções mais conhecidas da história da música contemporânea. Essa história é contada em uma entrevista no canal Professor of Rock, no Youtube (em inglês):

Passar um tempo brincando despretensiosamente no seu instrumento pode resultar em uma ótima música!

2. Criar um beat

Se você é baterista ou está mais para o lado de um DJ ou produtor musical, provavelmente ritmos interessantes vêm mais fácil para você.

Você pode partir de literalmente qualquer som para criar um ritmo – até mesmo da sua voz. O produtor Timbaland conta em sua Masterclass que muitos dos grandes hits criados por ele vieram de improvisar com beatbox na frente de um microfone.

A partir de um ritmo interessante, você pode ter ideias para outros instrumentos e estruturar sua composição a partir daí.

3. Pesquisar timbres interessantes

Sons novos são excelentes fontes de inspiração. Um novo sintetizador, um pedal de guitarra diferente, um jeito inusitado de tocar seu instrumento… tudo isso pode te conduzir a novos “lugares” na criação de uma música.

O legal aqui é que você não precisa gastar nem um centavo pra começar por aqui. Baixe uma DAW gratuita, um pacote de instrumentos virtuais gratuito (o Komplete Start é um ótimo ponto de partida), ou até mesmo um app para smartphones como o FL Studio Mobile e comece a experimentar! Essa é certamente a melhor opção para quem não toca nenhum instrumento, e quer começar a compor usando apenas o computador.

4. Teoria musical

Muitas das minhas composições partiram dos outros métodos citados, mas pensar em termos teóricos sempre me ajuda quando estou com algum bloqueio criativo. Quando se trabalha como compositor, com um prazo para entregar músicas, não se pode ter crise de criatividade!

Criar a partir de teoria pode ter diversas ramificações: colocar na prática uma harmonia que se acabou de estudar, uma escala exótica que você não conhecia, se desafiar a inventar algo com uma ou mais fórmulas de compasso incomuns… Se você sente que precisa reforçar seu conhecimento de teoria musical, dê uma olhada no meu curso.

5. Ouvir novos artistas

Você se interessou em fazer música, provavelmente, porque algum artista te inspirou. E todos os dias algum músico, banda ou produtor lança um material novo. Ouvir algo de novo (mesmo que só seja novo para você) pode abrir sua mente para novas possibilidades, novos sons, novos arranjos, novas estruturas, novas técnicas de produção…

Eu gosto bastante de ouvir vários artistas de estilos diferentes e tentar perceber algo de novo para a minha “caixa de ferramentas”. Incorporar elementos de várias fontes diferentes é uma forma legítima (e muito usada) para criar algo novo. Atualmente, os artistas que mais me trouxeram novas ideias foram Celldweller (pela mistura de metal e música eletrônica) e Billie Eilish (pela interpretação vocal muito particular dela e pelas técnicas de produção usadas).


E você, já usou quais desses recursos? O que funciona melhor para você? Quais são os artistas que mais te inspiraram até hoje? Deixe nos comentários!

Autor: Thiago Schiefer

Thiago Schiefer é um compositor brasileiro radicado em Toronto, Canadá. Focado principalmente em música e efeitos sonoros para games nos últimos anos, já foi compositor e sound designer na Tapps Games, a maior empresa brasileira de jogos para smartphones. Criou também todos os sons para jogos como Eliosi's Hunt e Drop Dead Twice e musicou o curta-metragem A Visita, de Leonardo Pimenta. Em sua carreira solo, lançou dois álbuns: Prototype: Freedom (2013) e Living Room Sessions (2015).

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