Sintetizadores virtuais gratuitos e pagos para produzir música em casa

Sons eletrônicos de todos os tipos para o seu arsenal!

Para produzir música em casa (ou em qualquer lugar com um computador, na verdade), precisamos, no mínimo, de uma DAW e instrumentos – sejam reais ou virtuais. Os virtuais se dividem em samplers, sobre os quais já falamos, e sintetizadores.

Um sintetizador, ou synth, pode produzir som através de uma grande variedade de métodos: síntese subtrativa, aditiva, por wavetable, por modulação de frequência (FM), modelagem física, entre muitos outros.

Vamos dar uma olhada em alguns dos sintetizadores virtuais, ou soft synths, mais populares:

Gratuitos

Synth1: esse synth de interface simples conta com dois osciladores, efeitos, arpeggiator, LFO… tudo o que você precisa para começar a tirar sons na linha do clássico Nord Lead! De quebra, fica hospedado no Geocities Japan, então se você tem mais de 25 anos provavelmente vai rolar uma nostalgia…

Triple Cheese: uma pequena amostra do poder de fogo dos synths da u-he, o Triple Cheese vai deixar seus timbres mais cremosos e amarelos. Sim, eu fiz essa piada.

Tyrell N6: outro gratuito da u-he, cheio de opções e faders e knobs para você se divertir.

TAL-NoiseMaker: a Togu Audio Line tem uma linha bem grande de plugins gratuitos, e eles cumprem muito bem sua função. O NoiseMaker tem uma interface limpa e direta, tornando este um ótimo candidato para você aprender a montar seus próprios timbres sem temer aquele monte de parâmetros e recursos que os outros synths jogam na sua cara.

Magical 8bit Plugin: procurando sons de consoles de videogames antigos? Este synth, mesmo sem possuir uma interface própria, traz um som perfeito para chiptunes e músicas inspiradas na era 8-bit dos videogames. Funciona em Windows e Mac!

Monomate: este é apenas um dos vários e excelentes plugins da Tweakbench que simulam o chip do console original da Nintendo, o NES. Todos os plugins (exclusivos para Windows) são gratuitos e oferecem uma gama muito interessante de sonoridades dentro deste universo.

Pure Data: gosta de programar? Usa Linux? Está planejando uma instalação pós-moderna com ruídos gerados aleatoriamente a partir da movimentação do espectador? Pure Data é o favorito pra quem quer flexibilidade e não se importa em gastar umas horas a mais aprendendo sua lógica particular.

Dexed: o único da lista que eu não cheguei a experimentar, o Dexed tem bons reviews e emula o conceituado Yamaha DX7.

Mais: 12 of the best free VST/AU plugin synths – Music Radar e The 7 Best Free Soft Synth VST Plugins – Landr Blog

Pagos

Massive: já aviso que eu sou um pouco tendencioso com os synths da Native Instruments – adquiri o Komplete 10 há algum tempo, que inclui uma gama bem grande de sintetizadores (entre outras coisas, e por uma fração do preço), e gosto muito da maioria deles. O Massive é um synth muito completo e voltado a sonoridades modernas, com muitos presets voltados a dubstep e com sonoridades eletrônicas bem agressivas. Recomendo fortemente.

Reaktor 6: outro do pacote da NI, o Reaktor é descrito pela fabricante como um “laboratório modular de processamento de sinal digital”. Permite uma customização impressionante e é a base de outros ótimos plugins, como o Prism, o Rounds e outros (tanto da NI quanto de outros desenvolvedores). Legal pacas.

FM8: pra quem curte o estilo synthwave/retrowave e/ou adorava a sonoridade do Mega Drive, é essencial ter um synth que trabalhe com modulação de frequência (mais conhecida como “síntese FM”). O FM8 é uma das muitas possibilidades (o Dexed, gratuito citado acima, é outra). Para mim, o que diferencia este dos demais é a possibilidade de transitar entre até 4 timbres no mesmo canal (fica incrível com automações!) e explorar presets muito legais, alguns dos quais criados pelo Junkie XL (compositor de Mad Max, Deadpool, entre outros).

Absynth 5: último da NI, prometo! O Absynth é conhecido há tempos como uma excelente ferramenta para ambiências, e não à toa: a combinação de síntese hibrida com a ferramenta Sound Mutator permite paisagens sonoras únicas e altamente envolventes.

Chromaphone 2: o conceito é genial: misture um ressonador (como um cilindro ou um bloco de madeira) e uma membrana (como uma pele de tambor) ou cordas, processe alguns efeitos e você acaba de criar um instrumento único! Além de emular muito bem percussões, afinadas ou não, alcança também timbres muito legais para baixos e até mesmo sons mais atmosféricos!

Mini V2: gosta de rock progressivo? Então certamente você já ouviu o famoso Mini Moog e/ou seus similares. O VST da Arturia traz uma sonoridade deliciosa, remetendo aos timbres analógicos que marcaram a década de 70. Muito legal para sons “espaciais” e psicodélicos.

Xpand!2: uma espécie de canivete suíço musical, o Xpand!2 não é exatamente BOM na maioria de seus timbres, mas tem de tudo e é útil tanto para produzir rapidamente quanto para aqueles momentos em que você percebe que não tem nada decente para emular aquele instrumento diferentão que vai ajudar no seu arranjo. Se você ouvir com cuidado as produções pop da década de 90 pra cá, provavelmente vai notá-lo em muitas músicas (até porque ele vinha incluso na compra do Pro Tools, que ainda é a DAW padrão na maioria dos estúdios de gravação). Espere pelas promoções em que ele sai por US$1!

Omnisphere 2: único da lista de pagos que não cheguei a usar, este cara apareceu aqui por ser referência em ambientações para trailers e filmes. Trabalha com vários tipos de síntese, agrega uma série de efeitos e também promete ser bom em sons agressivos… tenho muita curiosidade de experimentar!

Mais: The 50 best VST/AU plugin synths in the world – Music Radar


Obviamente existe uma infinidade de outros sintetizadores virtuais por aí; esta seleção foi feita com base na minha própria experiência e com as fontes citadas.

E você, já testou algum deles? O que achou? Tem alguma outra sugestão? Comente!

Autor: Thiago Schiefer

Thiago Schiefer é um compositor de São Paulo. Focado principalmente em música e efeitos sonoros para games nos últimos anos, criou todos os sons para jogos como Drop Dead Twice e Staroids: The Odyssey. Também lançou trabalhos como cantautor: Prototype: Freedom (2013) e Living Room Sessions (2015).

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